"Em cima dos telhados as antenas de TV tocam música urbana..."
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Nós
Foi assim,
nos encontramos,
conversamos,
fumamos uns cigarros,
nos falamos pelo msn,
trocamos números de telefone,
trocamos mensagens,
nos reencontramos.
E nos reencontramos,
nos decidimos juntos,
nos inventamos,
criamos um amor,
sonhamos um futuro.
Ao olhar pro passado vejo os meses que passaram,
sinto que, é esse tempo junto de você que quero até o fim.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Plano pra ficar perto de você
Depois de tanto tempo sem você
Quando te ver
Vou me entupir de você
Me entupir
Entupir-me.
Morrerei num engasgo trágico.
E assim estarei pra sempre ao seu lado.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Flor de inverno
Minha sensação de frio.
O gelo da bebida.
O nariz escorrendo,
o pranto desavisado.
O vento do São Pedro.
O sereno da tarde.
O sol, tampado pelas nuvens,
disfarçado pelo vento.
A xícara de café quente.
O suor do quarto.
A brisa da praça.
A sombra do ipê de inverno.
A flor fresca,
a mais recente flor caída
do nosso antigo inverno.
A Flor roxa,
A Flor da saudade.
O desejo de inverno, o desejo de todas as estações.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Quando parti
Eu tinha que ir.
Não conseguia te deixar,
Era muito indefesa
Para te abandonar.
Despedi-me.
Tinha que ir.
Estava inerte,
E seus pés
“por acidente”
Encostavam-se nos meus.
Despedi-me,
Virei às costas e corri.
Não pude olhar pra trás,
domingo, 16 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
O que se passa
Rua Tiradentes - Itabira - MG
É o passado.
O passado é quem me atordoa.
É o arrependimento.
O arrependimento de ter me perdido
Na volta pra casa.
Não poderei mais voltar.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Sobre o Cu
Desenho em homenagem a professora de biologia
Cu!
Tão bela e doce palavra.
A velocidade de sua pronúncia
Coincide com a exatidão de seu entendimento.
A poeta diz, “Cu é lindo!”
E todos torcem seus narizes.
Será mesmo que já reparam bem em um cu?
Se o tivessem repetiriam,
Cu é lindo.
A professora, para manter a formalidade,
Não pode pronunciar,
Ela se vê obriga a o substituir por um ânus.
Mas ela sabe que é um cu.
É tão belo erotismo que a rima e a relação
Mais comum é com o nu.
Seu erotismo é tão discreto
Que nem é percebido.
Talvez por isso às vezes,
Injustamente é visto como vulgar.
Mas eu lhes conto,
O cu que é feio
É o mal escrito.
Aquele que vemos rabiscados nos muros.
O meu cu não tem acento.
Ele é limpo de toda maldade!
Obs.: Só a título de informação, a poeta a qual me refiro no escrito acima é Adélia Prado.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Converse e conserve a estrela
Para o amigo Alberto
Às vezes nos esquecemos do que realmente queremos:
Um amigo,
Um momento de alegria,
Um abraço,
Uma consideração,
Uma simples conversa...
Se eu pudesse te aconselhar algo,
querido leitor, eu diria, converse.
Converse conversa sadia
conserve a amizade amiga,
conserve as estrelas.
Confidência
"...Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana..."
é doce herança itabirana..."
terça-feira, 20 de abril de 2010
Múquem
Disse-lhe que não era um lugar de luxo.
Ao contrário disse:
Um lugar simples.
Disse-lhe que não era o mais belo
Eu disse:
É um lugar de belas flores e frutos.
Não disse que era protegido.
Lembro quando disse:
É cercado por pequenos morros.
Disse é sem exageros!
Depois disse:
Nunca vi lugar mais farto.
Falei das monstruosas e divertidas chuvas,
Falei da água em abundância,
A bica que jorra por todas as horas.
Não ousei esquecer o pomar
E suas mangueiras,
Da horta e sua couve.
Não deixei de descrever com precisão
A cozinha e sua banana verde frita,
A receita do bolinho da rala do queijo.
Não deixei de falar em muquenês
Não deixei de me gesticular
Não abandonarei as formas
Que dali, me fizeram assim.
Um escritor nasce e Morre - Final
"Eu perseguia o mito literário, implacavelmente, mas, sem fé. Nunca meus poemas foram mais belos, meus contos e crônicas mais fascinantes do que nesse tempo de crescente solidão. Solidão, solidão... Era só o que havia em torno a mim, dentro em mim.
[...] Então morri. Dou minha palavra de honra que morri, estou morto, bem morto."
P.S.: Cena sem alterações. Eu encontrei assim e fotografei assim.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
Saudade
Casamento Vovô Lucinho e Vovó Netinha. Álbum de família. Restauração minha.
Saudade do tempo que eu não vivi.
Tempo tão importante pra mim.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Livros
"Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo..."
Caetano Veloso
terça-feira, 16 de março de 2010
Luz de Abajuor
Luz do abajuor,
Ilumine as boas ideias,
Ilumine um mundo de bom senso,
Ilumine os bons,
Ilumine a verdade,
Ilumine o conhecimento,
Ilumine os que merecem a luz,
Ilumine os professores, os mestres,
Ilumine as praças públicas, as ruas "prubis".
Ilumine as crianças,
Ilumine as mães,
Ilumine os maus,
Ilumine os governantes,
Ilumine os mendigos,
Ilumine os soldados que vão a guerra contra vontade,
Ilumine os sem luz,
Ilumine os sem sentido,
Ilumine a mentira,
Ilumine os brutos.
Clareie a escuridão da ausência de conhecimento,
Clareie os ignorantes.
Clareie-me boas ideias,
Clareie-me...
sábado, 13 de março de 2010
O Relógio
"Ai meu Deus já é hora!"
"Vou me atrasar!..."
"Ai minha Nossa Senhora,
Ajude-me?
Tenho que chegar na hora."
Ponteiro, não me ande tão às pressas
Desse jeito perco meu ônibus,
Perco à hora,
Perco o tempo.
Não, não se preocupe,
Não perderei o emprego,
Nem levarei bronca...
Se não me apressar
perderei o momento
que meu amor passar!
terça-feira, 9 de março de 2010
Não
Perguntas sem respostas
E estúpidas retóricas.
Respostas sem perguntas.
O que fazer?
Onde fica o futuro?
De onde viemos?
O que somos?...
Não fume.
Não corra.
Coloque o sinto.
Compre. Tenha.
Não estacione.
Não empobreça.
Não seja pobre.
Não mate.
Não traia.
Não morra.
segunda-feira, 1 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
A flor do fim
De você recebi a flor.
De mim você recebeu todo meu amor...
Com a flor do jardim
da nossa casa
Foi anunciado nosso fim
e eu, tão tola que sou,
acordo pela noite,
ando pela casa,
procuro sua presença
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Um escritor nasce e morre
"Tudo ia escurecendo ... escurecendo ... Mas eu andava, eu continuava, eu não queria acreditar ..."
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 20 de fevereiro de 2010
A Cidade Ideal [?]
Belo Horizonte - MG
"A cidade é uma estranha senhora
Que hoje sorri e amanhã te devora..."
Chico Buarque - Os Saltimbancos - A Cidade Ideal
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
De papel
Queria mesmo é que meu coração fosse de papel!
Assim, eu só fazia uma dobradura e o colocava no bolso,
O escondia no fundo da caixinha, ou quem sabe,
nos dias de maior tristeza o transformava em cinzas.
Só que não.
Do papel meu coração só pegou a poesia,
A poesia vira som e se eterniza.
Assim coraçãozinho meu
Não toma jeito, vai e volta
E é sempre uma nova poesia,
É sempre um novo romance.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Manhã na Praia
Para quem foi o meu sol neste verão
Na areia você escreveu meu nome junto ao seu,
Para o lugar algum o mar levou
Agora do infinito ninguém poderá apagar...
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
A borboleta em exposição
Nesta fotografia vou apenas explicar o que aconteceu.
Então queridos, estava eu no Centro Cultural Carlos Drummond de Andrade, na cidade onde moro. Observava as exposições do dia, após terminar de ver a do primeiro andar, subi na direção da biblioteca. Chegando ao topo das escadas percebi que no hall que leva a sala de teatro tinha outra exposição. Logo que entrei vi uma cena que me emocionou muito, vi uma borboleta pousar em um quadro exposto, um quadro com a Elizabeth Savala numa apresentação teatral, em passado festival de Inverno itabirano. Na hora não dispunha da minha câmera e improvisei com o celular, infelizmente a qualidade da imagem ficou a desejar, mas a cena foi tão mágica que não soube me conter e guardá-la comigo.
Enfim, deixo aqui o dia em que a borboleta se entupiu de arte!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Assim eu sonhei...
Para meu amigo Mauro Costa
"...Eu difuso em fim;
Os pássaros vem me levar aí
Visitar o céu..."
Los Hermanos
Cidadão de Papelão
"O cara que catava papelão pediu
Um pingado quente, em maus lençóis, nem voz
Nem terno, nem tampouco ternura
À margem de toda rua, sem identificação, sei não
Um homem de pedra, de pó, de pé no chão
De pé na cova, sem vocação, sem convicção
À margem de toda candura
À margem de toda candura
À margem de toda candura
Um cara, um papo, um sopapo, um papelão
Cria a dor, cria e atura
Cria a dor, cria e atura
Cria a dor, cria e atura
O cara que catava papelão pediu
Um pingado quente, em maus lençóis, à sós
Nem farda, sem tampouco fartura
Sem papel, sem assinatura
Se reciclando vai, se vai
À margem de toda candura
À margem de toda candura
Homem de pedra, de pó, de pé no chão
Não habita, se habitua
Não habita, se habitua"
O Teatro Mágico site oficial
domingo, 31 de janeiro de 2010
Nascer do Sol
Eu vi o sol nascer.
Raio por Raio,
O dia nasceu
Eu vi o sol nascer.
De laranja a amarelo
e em azul claro
Nasce o dia.
Eu vi o sol nascer.
De galo em galo
O canto anuncia:
Nasceu o dia!
Eu vi o sol nascer,
Os primeiros detalhes
que indicam que existe vida.
Mais uma vez nasceu o dia.
Algumas palavras, alguns motivos
Não é preciso me dizer, sei que nada sou além de uma amadora, mas logo afirmo, sou uma amadora com muito amor para dar!
E hoje quantos amadores temos? É só ir ao Orkut, em algum fotoblog e outros do gênero, que veremos milhões de amadores. E eu acho tudo isso bem divertido, prova minha afirmação de que a fotografia é a arte mais acessível. Todos são capazes de fazer uma boa foto é só ter uma câmera na mão. Claro que existe o preço das câmeras que afastam muitos, inclusive eu! Equipamento bom de verdade eu nunca tive, o que sempre tive foi câmeras caseiras que me quebram o galho e hoje, exatamente hoje, tenho só a câmera do meu celular que como vocês estão imaginando é bem ruim, só que a nossa relação de amizade é forte e nossa parceria já nos rendeu boas imagens. O que quero dizer com isso é que nem sempre é o equipamento que faz a foto, vejo a técnica, o momento, os sentimentos e até a iluminação, como mais relevantes para a boa fotografia.
Deixo claro que não pretendo me tornar uma profissional na fotografia. O que me impulsionou na criação do blog foi alguns amigos que me pedem sempre pra seguir carreira e principalmente a publicação do Alberto Fonseca em seu blog Mutação Plus que me fez ver meu amadorismo com mais carinho e seriedade.
Desde já espero que gostem das futuras publicações.
Liberdade
Liberdade
Quis escrever sobre a liberdade,
Só que sobre liberdade não se escreve,
não se fala.
Liberdade, é coisa só de se viver...
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