quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

De papel



Queria mesmo é que meu coração fosse de papel!
Assim, eu só fazia uma dobradura e o colocava no bolso,
O escondia no fundo da caixinha, ou quem sabe,
nos dias de maior tristeza o transformava em cinzas.

Só que não.
Do papel meu coração só pegou a poesia,
A poesia vira som e se eterniza.

Assim coraçãozinho meu
Não toma jeito, vai e volta
E é sempre uma nova poesia,
É sempre um novo romance.

4 comentários:

Lucas Oliveira disse...

Bonita imagem, bonito texto.

Alberto Fonseca disse...

é a foto no poema certo

Anny Maria disse...

Que lindo, esse poema.A foto esta dizendo tudo sobre ele.Muito bom mesmo.

Maísa Moura disse...

Na maioria das vezes não sei dizer se é o poema que foi escrito pra foto ou se a foto que foi tirada pro poema, é esse o caso que vemos aqui. =)

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